Por favor, disse o Senhor

Por favor, disse o Senhor

Por favor, disse o Senhor
esvaziem as igrejas
e não orem por mim
a não ser que seja
para me agradecer

Sem vaidade
Sem mediocridade
Sem segundas intenções nos baldes!

Vocês estão fazendo muito alarde
presos aos seus bens
Ostentando feitos
que vejo como defeitos
Empilhando seus muros e grades
Crentes com seus alarmes!

Digo-lhes
Que a maior prova de fé
é aceitar o que se é
O que se pode ser
O já por vocês proclamado
aceito e orado:
''Que assim seja!''
O amém
Mesmo sem ser ninguém.

Soa-me como exagerada prepotência
pedir aos meus pés
clemência
Exigir que eu solucione seu problema
Logo eu?
Que sou de aparições raras
Que sei de tudo
O que criou o mundo
Inclusive o que você concordou por anos
E agora vem pedir
para que eu altere meus planos?

Ué cumpádi,
escrevi torto
como prova da verdade
que na oração você disse:
''Seja feita MINHA vontade''
E agora vai bancar o covarde?

Não aceita a minha decisão?
"Cuzão!"

Por favor
esvaziem as igrejas
para que repletas.
elas não sejam

Mas que permaneçam
as senhoras de bom grado
que oram por anos e horas
convictas
dignas de amor e glórias...

E agora
Permita-me uma reflexão
com pureza, sem traição:

Sou o Senhor do tempo,
da alma e da razão
Causo mortes e tempestades
doenças e felicidades
Existo além da crença
e do coração

Somos semelhantes,  
pela história e pela imagem
e estou em cada gesto
de camaradagem!
Até mais tarde... E...
Boa viagem!
(Rodolfo Balo)

Sobre o autor

Rodolfo Balo

Rodolfo Bachiega Baptistella (Balo). É Capivariano, Professor. Bacharel em Comunicação Social, Licenciado e Pós-graduado em Filosofia. Entusiasta na literatura, cinema e quadrinhos. Cervejeiro caseiro e quase poeta.

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